A Agência Internacional de Notícias AhlulBayt (ABNA) informa:
Na análise da relação entre a imoralidade sexual e a pilhagem praticada pelos poderes tirânicos, existe um elo intermediário sem o qual, segundo a autora, essa cadeia não pode ser compreendida por completo: o enfraquecimento da castidade pública e a disseminação da corrupção moral na sociedade.
Esse elo seria a ponte entre um estilo de vida centrado nos desejos e o enfraquecimento da capacidade da população de resistir à tirania.
Um projeto organizado
O falecido líder da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, descreveu esse objetivo não como um desvio acidental, mas como parte de um projeto organizado. Em um encontro com recitadores e cantores religiosos ligados aos AhlulBayt, em 26 de fevereiro de 2019, declarou:
“O inimigo — não o inimigo do Irã nem o inimigo da Revolução, mas o inimigo da humanidade — decidiu destruir a instituição familiar entre os seres humanos [...] A disseminação dos desejos, o desaparecimento da vergonha e da castidade fazem hoje parte do programa do inimigo.”
Essa declaração eleva, na interpretação da autora, a questão do enfraquecimento da castidade do nível de um problema social ao de uma estratégia deliberada.
Segundo essa perspectiva, ao enfraquecer a modéstia e a castidade públicas, o inimigo atinge os fundamentos da família. Quando esses fundamentos se tornam frágeis, a sociedade perde parte de sua capacidade de resistir às pressões internas e externas.
A retirada do hijab como prelúdio ao enfraquecimento da castidade
O falecido líder da Revolução Islâmica também descreveu uma sequência histórica que, segundo ele, teria sido iniciada pelo antigo regime iraniano:
“A retirada do hijab foi um prelúdio para a eliminação da castidade, para o desaparecimento da modéstia na sociedade islâmica e para manter as pessoas ocupadas com o poderoso fator sexual, a fim de afastá-las de todas as outras atividades.”
A autora interpreta essa declaração como uma descrição do mecanismo de distração social. Nessa leitura, quando o hijab é abandonado, a castidade pública se enfraquece; quando isso ocorre, os desejos sexuais passam a ocupar um espaço predominante na mente e na energia da sociedade. O resultado seria o afastamento das pessoas de outras responsabilidades.
Essas “outras atividades” incluem, segundo o artigo, a fiscalização do poder, a cobrança de responsabilidades dos governantes e a atenção ao destino coletivo. A distração da população deixaria, assim, os poderes tirânicos mais livres para se apropriar dos recursos públicos.
Corrupção financeira e corrupção moral: duas faces da mesma moeda
O falecido líder da Revolução Islâmica expressou explicitamente essa relação em uma declaração de 10 de janeiro de 2002, durante um encontro com moradores de Qom:
“Entrar no campo da corrupção financeira é um prelúdio para entrar no campo da corrupção moral, da corrupção sexual, da corrupção relacionada aos desejos e de todos os outros tipos de corrupção.”
Em outra ocasião, ele incluiu entre as estratégias do inimigo a criação de condições para que integrantes do movimento revolucionário se envolvessem em diferentes formas de corrupção, incluindo a financeira, a sexual e a administrativa.
Dessa maneira, a corrupção moral não seria apenas um desvio individual, mas também um instrumento para desviar pessoas comprometidas com a Revolução e afastar da cena pública aqueles que defendem a justiça.
O enfraquecimento da castidade e os poderes tirânicos
O artigo descreve o resultado desse processo como uma sociedade na qual a modéstia e a castidade são marginalizadas, enquanto os desejos passam a ocupar o centro do estilo de vida.
Em uma sociedade assim, argumenta a autora, os poderes tirânicos podem agir com maior liberdade, pois uma população concentrada nos prazeres imediatos teria menos energia para fiscalizar os recursos públicos e menos disposição para combater a corrupção estrutural.
O falecido líder da Revolução Islâmica enfatizou que combater esse projeto seria “uma das maneiras mais eficazes de preservar a Revolução, promover seu desenvolvimento e proteger o sistema islâmico”, conforme suas declarações de 26 de fevereiro de 2019.
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